domingo, 25 de agosto de 2013

Recontro de uma Sociedade entretida

Eles andam constantemente distraídos
Por isto por aquilo, por jovens bilionários que são heróis nacionais, por picarias do mundo cor-de-rosa..
E pouco é o tempo para se compreenderem
Para se perderem na realidade do fantástico
Na sua erma consciência…
Sobressaem-lhe mudos os pensamentos, são raros os devaneios de lucidez
Escasseiam-lhes as ideias.. Vivem no seu hipotético oceano de certezas
Deixam-se vogar pela ignorância, duplos seres sem forma, sem identidade…
Ó Pátria pouco sã para onde vais tu caminhar?
Saio a correr de mim mesmo, qual louco,
Com fé da vida ser apenas um sonho
O mundo todo me entra, olhos dentro
E enche-me de mágoas a minha alma..
Um continente que foi abandonado, consumido pelo dinheiro!
Deixaram-se robotizar, as ideias na sua cabeça foram marteladas
E com apreço eles as aceitaram
Estando elas certas ou erradas…
Por isso, quaisquer humanos mortais,
Que se ufanem muito do seu saber,
Custe-nos aqui ter que o dizer:
Poderão não ser muito racionais!
Que continuem a dar ao gravatinha o poder de mandar,
Seja ele arrojado e genuíno,
Racional no processo de pensar
E justo e generoso a decidir

Prossiga por si próprio com o seu destino de naufragar!

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Epifanias empresáriais

  Hoje estou numa de colocar na pele de empresário visionário. Comecei por pensar no que é preciso para formar uma boa empresa, e, sem sombra de dúvida uma das peças fundamentais para manter um ótimo funcionamento da empresa é ter uma excelente equipa de trabalho. Uma equipa organizada, fiel, criativa, responsável, motivada, dedicada e sobretudo apaixonada e orgulhosa por aquilo que faz.

  Primeiro passo, passa por contratar os melhores. Usualmente aqui algumas empresas pecam porque contratam pessoas baseadas apenas no seu grau de inteligência. Não basta contratar pessoas com base na inteligência; não basta ter uma equipa de cérebros das melhores universidades. Os pontos de QI tem pouco efeito mensurável no sucesso da sua vida. As pessoas com altos resultados de QI são bons em tarefas lógicas, lineares e computacionais. Mas para triunfar no mundo real, a inteligência tem de estar aninhada com determinados traços e disposições de caracter. Fazendo uma analogia: Um bom soldado pode ser fenomenalmente forte, e, se lhe dermos um teste que tenha que ver com flexões e elevações, terá ótimos resultados. Mas, a menos que seja dotado de coragem, disciplina, técnica, imaginação e sensibilidade, provavelmente não sobreviverá no caos do campo de batalha. 

 Existem algumas disposições mentais que contribuem para o desempenho no mundo real: A tendência para recolher informação antes de decidir, a tendência para procurar vários pontos de visto antes de chegar a uma conclusão, a disposição para raciocinar detidamente sobre um problema antes de reagir, a tendência para ajustar o grau de firmeza das próprias opiniões ao grau de indícios disponíveis, a tendência para pensar nas consequências futuras antes de agir, a tendência para pesar explicitamente os prós e os contras de uma situação antes de tomar uma decisão, e a tendência para procurar matizes e evitar o absolutismo.
  Em jeito de conclusão, existe uma grande diferença entre força mental e carácter mental!

domingo, 14 de julho de 2013

A Ciência da Educação e a Educação da Ciência.

  Hoje estou numa de dar asas às minhas intrigas; e porque não abordar temas incendiários e que incomodem o equilíbrio do sistema e quiçá do universo? A mim dá-me prazer e para quem lê é capaz de ser um entretenimento mais agradável do que estar especado a ver reality shows ou outras baboseiras que saem do quadrado negro. Ou então não… Mas prefiro pensar que sim.

  Hoje apetece-me abordar a ciência e a educação até porque é um meio onde estou parcialmente inserido visto que sou um pseudo-estudante de ciências farmacêuticas, ou pelo menos tento ser.

  Vamos começar do início, vamos começar por aqueles que chegam às conclusões, aqueles que criam o conhecimento e posteriormente o passam ao outro, os Cientistas. Cada cientista possui uma identidade, um rosto intelectual, uma história existencial. Muitos deles gastaram os melhores anos das suas vidas no processo de produção de conhecimento e, durante esse período, foram tomados pela insegurança, pela ansiedade, por desafios, por frustrações e pelo sucesso. Muitos tiveram de romper paradigmas intelectuais da sua época e, por isso, foram incompreendidos, rejeitados, discriminados. Como pensadores possuem uma história rica. Porém, infelizmente, o  conhecimento que produziram é transmitido friamente nas salas de aula, ou seja, é veiculado  sem um enquadramento histórico, sem identidade, sem "rosto". O conhecimento na educação unifocal é transmitido de modo acabado, proto e sem aventuras, como se tivesse sido produzido por um milagre da mente.

 Uma das melhores maneiras de estancar o debate de ideias e matar a criatividade intelectual é transmitir o conhecimento de uma maneira fria, pronta e acabada, como se fosse uma verdade sem história, uma verdade inquestionável.

  Qualquer área das ciências tem identidade e um rosto. A transmissão de conhecimento realizada sem rosto intelectual, sem debate, sem crítica, sem arte, sem desafio nem teatralização da história da produção do conhecimento não estimula o desenvolvimento da inteligência. Decorar porque sim é robotizar-se é perder a criatividade, é perder a originalidade, é perder uma identidade... É acabar com a inovação é acabar com o amor ao conhecimento! É formar uma colectânea de marionetas que pouco sabem daquilo que tentaram processar.

É tempo de começarem a pensar em novos sistemas e na mudança!

terça-feira, 2 de julho de 2013

"Asians"

  Gosto bastante de me intrigar e depois de me intrigar gosto de investigar o que está por detrás dessa"intrigação"... Isto porque tenho demasiado tempo livre (ou não,porque até estou em plena época de exames) mas adiante..
  Vou então tentar expor um pouco das minhas intrigas, só porque isto é capaz de me fazer mal se guardar só para mim... Ora bem, a problemática em estudo é "porque raio (aqui, quero salientar o raio) o oriente é uma economia em expansão e o ocidente não, porque raio os asiáticos são dotados de enormes capacidades para a tecnologia, lógica, matemática e nós não?"Primeiro tentei saber o que era igual entre nós (ocidentais) e os orientais para depois tentar perceber as diferenças, andei em busca de pequenos pormenores que pudessem fazer diferença. Mas, enquanto andava a fazer o meu"estudo" reparei que já havia uns estudos semelhantes de outros indivíduos que provavelmente também carecem de sanidade mental; e o estudos deles até faziam sentido e iam de encontro ao que procurava: 

  Eram académicos, da Universidade do Quioto e da Universidade do Michigan, dedicaram anos ao estudo das diferenças de pensamento e perceção entre asiáticos e ocidentais. Uma das experiências, até relativamente famosa. Em que Nisbett (um conceituado professor da Universidade do Michigan) mostrou uma fotografia de um aquário a japoneses e a americanos e lhes pediu para descreverem o peixe maior e mais impressionante do aquário. Os japoneses fizeram sessenta por centro mais referências ao contexto e a elementos da imagem, como a água, as bolhas e as plantas do aquário.
   A conclusão de Nisbett foi que, em geral, os ocidentais centram a sua atenção na ação do indivíduo, enquanto os asiáticos se centram nos contextos e nas relações. A sua proposta é que, pelo menos desde a Grécia Antiga, o pensamento ocidental colocou a ênfase na ação individual, nos traços permanentes do carácter, na lógica formal e em categorias delimitadas. Ao longo de um período ainda maior,o pensamento oriental colocou-a nos contextos, nas relações, na harmonia, no paradoxo, na interdependência e na propagação de influências."Assim", escreve Nisbett, "para um asiático, o mundo é um local complexo, composto  de um contínuo de substâncias, percetível do seu todo e não das suas partes e mais sujeito ao controlo coletivo do que ao controlo individual". Trata-se de uma generalização, mas Nisbett e muitos outros investigadores deram-lhe substância através de resultados e observações experimentais. Os pais de língua inglesa, por exemplo, colocam a ênfase nos nomes e nas categorias quando falam com os filhos; os pais coreanos colocam-na nos verbos e nas relações. Quando se lhes pedira que descrevessem gravações em vídeo de uma complexa cena de aeroporto, os alunos japoneses recordaram mais pormenores do cenário do que os alunos americanos.
  Colocados perante fotografias de uma galinha, uma vaca e de uma zona com erva, tendo-lhes sido pedido que hierarquizassem as três coisas,os alunos americanos destacaram a galinha e a vaca (espero que não tenha havercom o KFC e o Mc Donals) e os chineses, a vaca e a erva, porque logicamente, a vaca come erva e, assim, há uma relação entre elas. Quando lhes foi pedido que descrevessem o seu dia, as crianças americanas com 6 anos fizeram três vezes mais referências a si próprias do que as chinesas. Quando interrogados sobre si próprios, os americanos exageram as razões porque são melhores e se distinguem dos outros, enquanto que os asiáticos exageram os traços de carácter que têm cem comum e as várias formas de interdependência. 

   Assim, a conclusão a que chegamos é que os orientais e os ocidentais usam diferentes padrões de reconhecimento para ver o mundo; ainda que possa ser um pouco generalista, estes factos e experiências podem responder a minha questão inicial... No mundo tudo baseia-se em pormenores e detalhes e as diferenças básicas entre os orientais e ocidentais, que são claramente evidentes, fazem uma grande diferença no dia em que temos de atuar e mostrar quem somos. Por isso da próxima vez que proferirem "Asians" pensem na rigorosa educação e no trabalho de bastidores que tiveram para fazerem o que estão a fazer com tanta arte e perícia.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

A Mente e as suas peripécias

  Ola sejam bem-vindos de volta! Agora que reparo esta intro, se calhar começa a torna-se repetitiva… Mas, fica já aqui prometido que no próximo post entrarei de uma forma mais poética e até arrojada, ou talvez através de um sussurro obscuro revestido de misticidade e de outras associações de palavras giras que façam doer a pensar de forma a parecer super erudito para isto começar a ser um pouco mais interessante e intelectual para quem está aí desse lado.
   Ora bem, quando tenho raros momentos em que me ponho a pensar, questiono-me o que posso fazer pelo mundo e por esta crise. E depois chego algumas conclusões: Já que não posso reduzir o défice externo, já que não posso gerir os capitais acumulados da Alemanha, ou já que não consigo ajudar no regresso aos mercados… deixo-me ficar aqui por estes lados impotentes recheados de obscuridade, sonhos, romances  e utopias. Ignoro os meus afazeres e dedico-me a escrever textos que pouco trazem à realidade actual.
  No seguimento da divagação proponho então abordar coisas “menos” sérias e deixar o mundo real para os políticos brincarem…
   Já tentaram entender a vossa consciência? Desculpem, lancei esta questão só para vos agigantar o raciocínio. Não é fascinante? Enquanto lêem estas palavras é possível que milhões de neurónios estejam freneticamente sussurrando uns com os outros no vosso cérebro e isto deixa-me com um sentimento de poder indescritível. 
    Já que estamos numa de falar da mente se me permitem vou partilhar uma história sobre o quão fascinante é o poder da nossa mente.
 
   A mente humana grava e executa tudo o que lhe é enviado, seja através de palavras, pensamentos ou atos, vossos ou de terceiros, sejam positivos ou negativos, basta que os aceite.                                                                                                                                                                
  Um cientista de Phoenix - Arizona - queria provar esta teoria. Precisava de um voluntário que chegasse às últimas consequências. Conseguiu um que se encontrava numa prisão. Era um condenado à morte que seria executado na prisão de St Louis no estado de Missouri onde existe pena de morte…
     Propôs ao prisioneiro então o seguinte: ele participaria numa experiência científica, na qual seria feito um pequeno corte no seu pulso, o suficiente para gotejar o seu sangue até a última gota final. Ele teria uma chance de sobreviver, caso o sangue coagulasse. Se isso acontecesse, ele seria libertado, caso contrário, ele iria falecer pela perda do sangue, porém, teria uma morte sem sofrimento e sem dor. O condenado aceitou, pois era preferível do que morrer na cadeira eléctrica e ainda teria uma possibilidade de sobreviver.
   O condenado foi colocado numa cama alta, semelhante às dos hospitais e amarraram o seu corpo para que não se movesse. Fizeram um pequeno corte no seu pulso. Abaixo do pulso, foi colocado uma pequena vasilha de alumínio. Foi-lhe dito que ouviria o gotejar do seu sangue na vasilha. O corte foi meramente superficial e não atingiu nenhuma artéria ou veia, mas foi o suficiente para que ele sentisse que seu pulso fora cortado. Sem que ele soubesse, debaixo da cama tinha um frasco de soro com uma pequena válvula. Ao cortarem o pulso, abriram a válvula do frasco para que ele acreditasse que o que estava a cair vasilha de alumínio era pura e simplesmente o seu sangue. Na verdade, era o soro do frasco que gotejava.
   De 10 em 10 minutos, o cientista, sem que o condenado visse, fechava um pouco a válvula do frasco e o condenado pensava que era o seu sangue que estava diminuindo.
   Com o passar do tempo, a cor do prisioneiro foi-se desvaindo e ele parecia cada vez mais fraco. Quando os cientistas fecharam por completo a válvula, o condenado teve uma paragem
cardíaca e faleceu, sem ter perdido sequer uma gota de sangue.
   O cientista conseguiu provar que a mente humana cumpre, ao “pé-de-letra”, tudo o que lhe é enviado e aceite pelo seu hospedeiro, seja positivo ou negativo e que a morte pode ser orgânica ou psíquica.

   Este facto é um alerta para filtramos o que enviamos à nossa mente, pois ela não tem a capacidade de distinguir o real do fantástico, o certo do errado, simplesmente grava e cumpre o que lhe é enviado.
  Concluindo o post e em jeito de moral da história, para qualquer desafio que se lancem levem sempre convosco a velha premissa: "Quem pensa em fracassar, já fracassou mesmo antes de tentar".








domingo, 26 de maio de 2013

Métricas do número 42 que se acha irregular...




































Quando me deito sobre o chão da terra 
E mergulho o olhar no imenso céu azul,
Eu sou uma ilha, e nessa fronteira me limito,
Ainda que morrendo à fome de infinito.

Comove-me a placidez de tudo o que existe...
Este ténue silêncio das coisas do mundo,
Cheio de estático sabor desconhecido!

Para além do nosso universo existem muitos mais
Esta lonjura que eu vejo diviniza-me,
Há qualquer coisa de infinito no que penso
Que bem pode ser aquilo que não alcanço...

Por todo o lado brota exuberante a ordem.
As causas servem de escadas para tudo...
São elas que nos mostram a realidade.

A nostalgia de um mundo remoto e longínquo,
tem na corrente águas límpidas de inocência
Na Procura do pouco crescimento e complacência...
A sua beleza inverte os sentidos à compreensão

Talvez para sempre será a avidez de digerir o mundo...

"Sociedade" o cliché que é giro "clichar"

    Vivemos numa sociedade disfuncional e fictícia... Uma sociedade investida de felicidade irreal, camuflada de aposentos. Andamos a fingir a felicidade adquirindo bens materiais.... Porquê? São mais fáceis de alcançar, não é preciso dar uso à intelectualidade, não é necessário fomentar relações, não é preciso rever escolhas e reconhecer equívocos, não é necessário uma identidade, uma personalidade, não é necessário romper paradigmas sociais... basta escolher o bem, pagar e sair calado... Enquanto um sentimento de felicidade, realização e confiança nos agiganta o ego com adornos gélidos que pouco acrescentam à verdadeira felicidade, sentimento apimentado pela refinada vitamina fútil.
    Chegam a existir pessoas neste mundo tão pobres... Mas tão pobres que a única coisa que têm na sua posse é dinheiro.
    Uns aumentam o volume da TV para que nada ameace o frágil equilíbrio disfuncional doméstico. Outros preferem viver no medo, na dúvida, medo de serem julgados aos olhos de uma sociedade doente... Medo de não conseguirem atingir o estereótipo que a sociedade exige de si. Outros vivem atormentados porque  deixam que o dinheiro corrompa o seu amor a um ofício que ambicionam desde criança. São forçados a seguir caminhos que os acabam por levar a uma rua sem saída... Nesse momento entram em desespero, revoltam-se, perdem o amor à vida, sentem-se frustrados, questionam o porquê de não conseguir atingir o que os outros atingiram. Sem nunca questionar que provavelmente não tinham aptidões para tal ramo...Apenas foram uns infelizes que se deixaram apanhar na onda do "tu um dia tens de ser isto"...
     O sistema académico encontra-se excessivamente organizado, institucionalizado e preocupado com a transmissibilidade unificada de conhecimento. Essas atitudes limitam a formação de pensadores. As grandes ideias surgiram a partir do caos intelectual. Todos os que contribuíram para a expansão da ciência e das ideias humanistas romperam com os paradigmas intelectuais. Experimentaram motins intelectuais, despejaram sem receios a sua tralha intelectual.
Vejo que as sociedades modernas são mudas... Há uma imensa falta de troca de experiências existências e de cooperação mutua... Parece que ajudar um desconhecido ou falar para um desconhecido é um crime aos olhos de quem passa na rua... Um mendigo estabelece mais facilmente uma relação interpessoal afectiva, pois não tem preconceitos socioculturais, não precisa de ostentar um status social ou provar o quer que seja alguém.         Achamos-nos muito inteligentes e cultos mas a ignorância é a mãe do preconceito e atualmente vivemos impregnados no preconceito...
   Vejo essas pessoas que ainda perdem muito da vida porque deixam que algumas moedas de ouro lhes criem uma cegueira nefasta, que as afasta do verdadeiro significado da vida e do seu trabalho... Olhem para eles, só querem subir ao palco para serem aplaudidos, mas poucos querem ensaiar... São artistas de fim-de-semana e autoproclamam-se de deuses, devido ao seu sucesso a curto prazo. Os jovens que se estão a lançar no mercado de trabalho esperam ter nesse mercado uma continuação das suas casas, onde o chefe seria um pai ou uma mãe complacente que tudo lhe concederia…
   A melancolia começa a invadir almas e corações e as pessoas questionam-se porquê? Bem, aparentemente estamos a tornar-nos num curto-circuito fechado que se auto perpetua mutuamente... E parece que não vamos acordar tão cedo. Estamos mergulhados na nossa insignificância.