Os ventos da vida sopram para todos, e cabe a cada um de nós
saber utilizá-los e saber sobrevoá-los… Desculpem o meu subconsciente teve uma
profunda incúria.
Sabem aquele tipo de coisa que até mesmo os ateus colocam as
mão a cabeça e gritam “ Oh meu Deus! Oh meu Deus? Pois, é disso que vou falar
aqui hoje, e não é, nada mais, nada menos, que a tristeza e preocupação das
pessoas. Leitores atentos notaram como cortei radicalmente a forma de escrever
melancólica e trágica de há uns posts atrás, para uma escrita encorajadora e
cheia de palavras positivistas e agregadoras. A Bipolaridade é uma ferramenta indispensável,
mas deixemos isso para abordar num futuro próximo.
Às vezes quando decido penetrar na pluralidade inequívoca da
sociedade noto que as pessoas andam demasiadas preocupadas. Atenção, ter uma
preocupação racional é bom, mas esta preocupação que anda na moda agora, chega
a ser fastidiosa. Quem nunca experimentou aquele exercício de tortura, que é
ver a cara de chateado de um amigo na hora de almoço? Ficamos numa luta
incessante a matutar nas nossas mentes: “O que teria levado a comportar-se
daquela maneira?”
“Será que tem haver com algo que eu tenha feito?”
Andamos exageradamente preocupados, e não falo somente de
momentos dramáticos, mas do dia-dia das pessoas. Até nos momentos de celebração
as pessoas ficam preocupadas.
No dia do casamento, muitos noivos não conseguem desfrutar
de um dos dias mais importante da sua vida porque ficam preocupadas se realmente
tudo irá dar certo. No dia em que uma pessoa é promovida, frequentemente ela
fica tão preocupada em dar conta da função que não comemora a sua vitória.
A juntar aos momentos
dramáticos da vida, como o fim de um grande amor, a perda de uma pessoa
querida, a demissão de uma empresa especial ou até mesmo problemas relacionados
com a auto-estima acabamos por adquirir um passaporte certo para o desespero.
Por favor, quando as vitórias acontecerem, celebrem-nas com
muita alegria. Quando os desafios acontecerem, trabalhem arduamente para
superá-los. O medo não pode ser um estilo de vida. A angústia tem de deixar de
se ser uma sombra e um estado de apreensão constante, que acaba por se tornar
num peso bruto que lhe prende as emoções e os simples sorrisos. E que brilho tem
a vida sem sorrisos?
Para mim é a pior doença da humanidade, que muitas vezes
paralisa-nos, deitando tudo a perder tornando-se num sofrimento moral intenso.
Abram os corações e sorriam, não tenham medo! Sorrir não
paga imposto. A solidão será bem mais
suportável assim. Subscrevendo as sábias palavras de Rosevelt “ a única coisa que devemos temer é o próprio medo, a própria insegurança”.
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